Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO) se posiciona firmemente contra a Reforma Trabalhista do governo Temer

Entrou em vigor na última semana a famigerada Reforma Trabalhista empurrada goela abaixo dos trabalhadores pelo governo Temer. Uma reforma aprovada a toque de caixa pelo Congresso formado em sua maioria por patrões, sem qualquer consulta ou discussão com os trabalhadores brasileiros. Um projeto de iniciativa do patronato, daqueles que apoiam esse governo e que nenhum compromisso têm com a classe trabalhadora, apenas com seus lucros.

A FIO acredita que a reforma trabalhista, nos moldes em que foi aprovada,  representa um retrocesso. O que o governo chama de “modernidade”, com grande campanha na mídia e nas redes sociais, é um recuo ao início do século passado. Significa a retirada de direitos que os trabalhadores conquistaram com muita luta, suor, sangue e lágrimas.

O sistema capitalista atravessa crises cíclicas. E nessas, a classe dominante, o poder econômico, tende a avançar sobre o direito dos trabalhadores. Para manter sua margem de lucros, eles se voltam contra a ponta mais fraca da engrenagem, que são os trabalhadores. Com as medidas adotadas pelo atual governo por meio das reformas e na economia, fica evidente o objetivo do impeachment da presidenta Dilma, que é a implementação do modelo neo-liberal, com a presença mínima do estado na economia. Ao mesmo tempo em que retira direitos, a reforma enfraquece as entidades sindicais, retirando prerrogativas dos sindicatos e ainda tornando facultativa contribuição sindical.

A reforma ao mesmo tempo em que destrói a CLT, enfraquece o sindicato e tira parte considerável do papel da justiça do trabalho. A situação é grave. São mais de cem itens mexidos, itens que são importantíssimos para garantir um mínimo de dignidade e respeito ao trabalhador. Segundo levantamentos preliminares, apenas com o fim da contribuição sindical, cerca de três mil sindicatos deixarão de existir.

A argumentação de que a reforma irá gerar empregos não se sustenta. Todos sabemos que o que gera emprego é crescimento econômico, distribuição de renda, não a retirada de direitos dos trabalhadores. A CLT, construída a duras penas pela classe trabalhadora, foi rasgada. Enquanto na Europa há uma tendência à redução de jornada de trabalho, no Brasil a gente anda na contramão: aumento de jornada, da terceirização, a precarização das relações do trabalho. O Brasil caminha para uma degradação das relações de trabalho. Por isso a FIO é contra a reforma. E vai se colocar ao lado de qualquer movimento que se fizer no país com o objetivo de derrubá-la.

Brasília-DF, 13 de novembro de 2017.

Federação Interestadual dos Odontologistas – FIO

 

 

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