Brasília-DF, 11 de janeiro de 2018.

Nota de Repúdio

 

O recente anúncio do governo Michel Temer de extinção de mais de 60 mil cargos no Governo Federal quer fazer parecer aos brasileiros que vai significar economia para o país. Mentira! Embutidos nos milhares de cargos extintos, cerca de 37 mil ocupados e 23 mil vagos, quase dez mil são do Ministério da Saúde. Entre eles, 500 cargos de Odontólogos, 1648 de auxiliares de enfermagem e 5 mil de agentes de saúde pública. Isso nada mais é do que o governo Temer prosseguindo com seu desmonte do SUS. Depois da PEC que congelou gastos com saúde e educação e a reforma trabalhista, este é o mais novo golpe contra o Sistema Único de Saúde.

O atendimento odontológico na rede pública de saúde, apesar dos avanços representados pelo Brasil Sorridente nos últimos 14 anos, continua muito aquém das necessidades da população. Com as medidas tomadas pelo atual governo, a tendência é de que a população brasileira, principalmente aquela de baixa renda, fique mais desamparada ainda.

Com a extinção de cargos e a proibição de novos concursos, os profissionais de saúde ficarão cada vez mais raros no governo federal. Consequentemente, a participação federal será cada vez menor, sobrecarregando estados e municípios, já asfixiados financeiramente, sem capacidade de aumentar investimentos em saúde para atender sua população.

A Odontologia, como a área historicamente mais negligenciada na saúde pública brasileira, provavelmente será a mais prejudicada, em que pese ser uma das áreas de maior carência no atendimento da população. Haverá sem dúvida uma crescente desassistência na saúde bucal pública (SUS) no Brasil.

Enquanto isso, mais cursos de Odontologia são criados no país, com a autorização do governo federal, que tenta, até, implantá-los no sistema Educação à Distância (EAD), uma clara ameaça à saúde da população brasileira.

Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO)

 

 

 

 

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